O estado de São Paulo confirmou 67 casos de mpox entre 4 de outubro e esta sexta-feira, 6 de novembro de 2026. O avanço em cerca de um mês representa aproximadamente 22% de todos os casos registrados no território paulista neste ano e acende um alerta para a necessidade de vigilância, prevenção e procura rápida por atendimento em caso de sintomas suspeitos.

Com isso, São Paulo acumula 300 casos confirmados de mpox em 2026, sem registro de mortes. A maior parte das confirmações no ano está na capital paulista, que soma 197 casos, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde disponíveis na plataforma Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde.

O que aconteceu em São Paulo

O novo balanço mostra uma aceleração recente das infecções. Desde o começo da 40ª semana epidemiológica, em 4 de outubro, o estado contabilizou 67 confirmações. Na prática, isso significa que mais de um quinto de todos os casos de 2026 foi identificado nesse intervalo mais curto.

Embora a Organização Mundial da Saúde tenha encerrado a emergência de saúde pública de importância internacional para a mpox em setembro de 2025, a doença continua sendo acompanhada pelas autoridades sanitárias. Em São Paulo, a secretaria estadual informou que mantém exames laboratoriais, rastreamento de contatos e orientação aos serviços de saúde para detectar e notificar suspeitas com rapidez.

Esse monitoramento é importante porque permite identificar possíveis cadeias de transmissão e adotar medidas de controle. Para o leitor comum, o recado principal é que o fim da emergência internacional não significa desaparecimento da doença nem dispensa de cuidados.

Os números de 2026 e a comparação com anos anteriores

Entre janeiro e 6 de novembro de 2026, São Paulo registrou 300 casos confirmados de mpox. Desse total, 197 ocorreram na capital. Até o momento, não há óbitos no estado neste ano, de acordo com os dados informados.

O balanço também ajuda a colocar a situação em perspectiva. Em todo o ano de 2025, foram contabilizados 423 casos no estado. Já em 2024, o total chegou a 1.134. Ou seja, o volume de 2026 ainda está abaixo do observado nesses dois anos, mas o aumento recente chama atenção e justifica a manutenção da vigilância.

Em nível nacional, a própria reportagem da Agência Brasil cita como contexto a alta no número de confirmações no país em 2026 e a previsão de compra de vacinas pelo Ministério da Saúde. Como a situação epidemiológica pode mudar, a orientação mais segura é acompanhar os canais oficiais para atualizações sobre casos, vacinação e eventuais recomendações adicionais.

O que é mpox e como ocorre a transmissão

A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV. A transmissão entre pessoas acontece principalmente por contato direto com lesões na pele, mucosas e secreções de alguém infectado. Esse contato pode ocorrer, inclusive, durante relações sexuais.

Também existe risco de transmissão pelo compartilhamento de objetos contaminados, como roupas de cama, toalhas e itens de uso pessoal. Por isso, a prevenção envolve tanto evitar contato próximo com pessoas com sintomas suspeitos quanto redobrar cuidados com objetos que possam ter sido contaminados.

É importante evitar desinformação. A mpox não se resume a um único grupo social, e qualquer pessoa exposta ao vírus pode se infectar. O foco das autoridades é identificar sintomas cedo, interromper cadeias de transmissão e orientar os contatos quando houver confirmação.

Sintomas: quando ligar o alerta

Entre os principais sinais da mpox estão lesões na pele e nas mucosas, inclusive na região genital. Essas lesões podem aparecer junto com febre, sensação de fraqueza, inchaço dos linfonodos, dores musculares, dor nas costas e dor de cabeça.

Nem todo sintoma isolado significa mpox, mas a combinação de lesões suspeitas com esses sinais gerais merece atenção. Em situações assim, o ideal é buscar avaliação em um serviço de saúde para receber orientação adequada e, se necessário, investigação laboratorial.

Como o estado segue realizando exames e rastreamento de contatos, procurar atendimento rapidamente ajuda não só no cuidado individual, mas também no controle da circulação do vírus.

Como se proteger no dia a dia

A Secretaria Estadual da Saúde orienta medidas simples, mas importantes, para reduzir o risco de infecção. Veja um passo a passo prático:

  1. Evite contato próximo ou íntimo com pessoas que apresentem sintomas suspeitos, especialmente lesões na pele ou nas mucosas.
  2. Não compartilhe objetos pessoais, como toalhas, roupas de cama e itens de uso diário, se houver suspeita de infecção.
  3. Higienize as mãos com frequência usando água e sabão ou álcool em gel.
  4. Observe o surgimento de sintomas em você ou em pessoas próximas após contato de risco.
  5. Procure um serviço de saúde se houver lesões suspeitas, febre ou outros sinais compatíveis com a doença.
  6. Acompanhe canais oficiais, como a Secretaria Estadual da Saúde e o Ministério da Saúde, para atualizações sobre vacinação e orientações públicas.

Essas recomendações são especialmente relevantes em momentos de aumento de casos confirmados. Medidas simples de higiene e de redução de contato direto continuam sendo ferramentas importantes para frear a transmissão.

O que muda para o leitor agora

Para a maioria das pessoas, a principal mudança é de atenção, não de alarme. O crescimento de casos em um período curto indica que a doença continua circulando e que sintomas suspeitos não devem ser ignorados. Ao mesmo tempo, os dados do estado mostram que não houve mortes registradas em 2026 até agora.

Quem mora em São Paulo, em especial na capital, onde se concentra o maior número de confirmações no ano, deve ficar atento às orientações de prevenção e buscar informação em fontes oficiais. Se houver novas definições sobre vacinação, público-alvo ou condutas específicas, essas atualizações devem ser acompanhadas pelos canais do poder público.

Também vale lembrar que monitoramento epidemiológico depende de notificação rápida. Por isso, diante de suspeita, a atitude mais útil é procurar assistência e seguir as orientações médicas, evitando exposição de outras pessoas até esclarecer o quadro.

Perguntas frequentes

São Paulo vive uma emergência por causa da mpox?

O material informado não fala em nova emergência. O que há é um aumento recente de casos, com 67 confirmações desde 4 de outubro, e manutenção do monitoramento pela Secretaria Estadual da Saúde.

Quantos casos de mpox São Paulo teve em 2026?

Até esta sexta-feira, 6 de novembro de 2026, o estado confirmou 300 casos. Desse total, 197 foram registrados na capital paulista. Não há óbitos no estado neste ano, segundo os dados divulgados.

Como a mpox é transmitida?

A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões, mucosas e secreções de pessoas infectadas, inclusive durante relações sexuais. Objetos contaminados, como toalhas, roupas de cama e itens pessoais, também podem transmitir o vírus.

O que devo fazer se tiver sintomas suspeitos?

Evite contato próximo com outras pessoas, não compartilhe objetos pessoais e procure um serviço de saúde para avaliação. Também é importante acompanhar as orientações da Secretaria da Saúde e do Ministério da Saúde nos canais oficiais.